NOS PASSOS DE ABRAHAM (IBRAHIM) (AS)
O Hajj, a jornada a Makka e seus arredores, é incumbência
de todo muçulmano ao menos uma vez na vida. De acordo com a Tradição
islâmica, muçulmanos seguem os passos de Abraham, conforme
foram descritos pelo Profeta do Islam, Muhammad (saws). Estes deveres obrigatórios
foram determinados pela palavra de Allah. O Hajj representa a renovação
dos ritos abrahamicos no seio da tradição Islâmica.
O Hajj inclui várias atitudes, começando pela mudança
do vestuário, das vestes normais do cotidiano e associadas ao mundo,
à uma única peça de pano branco para os homens e um
puro e simples vestido branco para as mulheres. Isto implica em fazer uma
ablução completa, significando pureza interior e exterior.
Também implica na circunvolução da Ka´aba, que
para os muçulmanos não é meramente um símbolo,
mas a presença real do tempo primordial, o reflexo real do Trono
de Allah na terra, visto e construído por Adam após sua queda
do Paraíso. Abraham (as) não construiu a Ka´aba;
ele a reconstruiu. Foi reconstruída novamente durante os primórdios
do período Islâmico, após as grandes enchentes do primeiro
século e o final do período Umayyad, e novamente durante
o período Abbasid. O Hajj também implica em viajar aos arredores
de Makka, em três sítios principais: a Arafat, que é
uma vasta planície, Mina e Muzdalifa, onde ficam os pilares simbolizando
Shaytan, o demônio. Aí atira-se pedras nos pilares, novamente
um ressurgimento do antigo rito semita.
O Hajj maior, anual, acontece durante quatro ou cinco dias, dependendo
de quando comece. O Hajj menor, conhecido como Hajj al-umra, normalmente
dura um dia e é freqüentemente realizado por muçulmanos
sempre que tenham a oportunidade de visitar a cidade sagrada. O final do
Hajj é celebrado com um festival chamado id ul-adha, em árabe,
que é normalmente traduzido por Celebração do Sacrifício.
Esta
idéia de sacrifício está no coração
do Hajj. O fato do filho de Abraham (Ismail) ter sido preparado
para o sacrifício é recontado, e ovelhas e camelos
são sacrificados em memória disto; mas é o auto-sacrificio
que devemos ter em mente. O Hajj implica em sacrifício; isto é
difícil e deve permanecer difícil. Mesmo as ditas comodidades
modernas, tais como hotéis com ar-condicionado e limusines resultaram
em dificuldades ainda maiores para grande número de peregrinos.
Novamente isto implica em sacrifício, dificuldade. O elemento sacrifício
deve estar presente e é por isso que antigamente os muçulmanos
costumavam rezar para morrer durante o Hajj. Isto porque a pessoa
que morre durante a peregrinação morre como mártir
e o Paraíso está garantido para ela. É uma ocasião
alegre e não triste, se um peregrino morrer a caminho de Makka.
Portanto, a primeira imagem importante do id ul-adha é a
idéia do sacrifício.
O segundo conceito mais importante é o da iluminação,
ou luz. A palavra árabe Adha vem de uma raiz que significa
claridade ou iluminação. É através do sacrifico
que somos, de fato, iluminados. A experiência do Hajj é também
a experiência da iluminação na qual o véu
da opacidade que nos separa da Realidade Divina é removido,
pelo menos para aqueles que entendem o que o Hajj realmente significa.
O terceiro termo, que está relacionado com o segundo, diz respeito
ao Dia do Julgamento, também conhecido como yawm al-adha.
Um dos mais famosos trabalhos escritos pelo grande filósofo persa
Ibn Sina ou Avicena, é Al-risalatu al-adhawiyya, o
tratado da ressurreição. Para o pensamento islâmico
clássico, o termo adha está ligado `a ressurreição,
renascimento e ressuscitamento. De acordo com o Profeta (saws), a pessoa
que faz o Hajj pela primeira vez com uma intenção clara,
sem querer ganhar dinheiro no bazar ou algo parecido, mas com a intenção
de fazer o Hajj por Allah exclusivamente, tem seus pecados perdoados, e
volta para casa purificada. Portanto, nossa intenção deve
ser viver uma vida de pureza e virtude, o que realmente significa morte
e ressurreição. A morte e ressurreição implícitas
no Hajj são uma premonição e um prelúdio
para a Grande ressurreição no Dia do Julgamento. De
fato, o conglomerado de pessoas de todos os cantos do mundo na grande
planície de Arafat é uma imagem do Dia do Julgamento. Centenas
de árabes, persas e outros poetas escreveram sobre esta imagem
onde, até onde a vista alcança não se pode ver nada
além de seres humanos vestidos em branco, orando diante de Allah.
O Hajj é também uma jornada. Seu simbolismo mais profundo
é a jornada da vida.
No final desta jornada está a morte e o encontro com Allah.
Não importa o que façamos neste período, sabemos onde
vai dar o final da estrada. Não podemos evitar o encontro final
com Allah, um final feliz para aqueles que são crentes. A
jornada para o Hajj é semelhante, onde o final da jornada é
o encontro com a casa de Allah, a Ka´aba. Para os muçulmanos
isto representa estar diante do cubo do universo, ou o axis mundi, o eixo
do mundo. Este é o local onde a presença de Allah é
experienciada imediata e diretamente. É uma jornada em direção
ao centro e em direção ao que nos orienta.
A Ka´aba é para os crentes o ponto de orientação,
o espaço orientador de suas vidas. Por exemplo, quando você
entra em uma sala nova, deve se orientar em direção a Qiblah.
Deste modo o espaço se orienta de uma certa forma, se polariza.
Isto tem o mais profundo dos impactos psicológicos sobre aqueles
que vivem uma vida islâmica, que vivem em um espaço sempre
polarizado em direção a Makka. A Ka´aba é também
o centro. O centro do mundo islâmico; o centro do plano terrestre;
o centro do cosmos. É também o centro, simbolicamente
no microcosmo, de nós mesmos. É por isso que o Profeta
(saws) disse em um hadith famoso que “o coração do
crente é o trono da Divina Misericórdia, o Trono de Allah”.
Portanto, o coração é a Ka´aba e este é
um dos grandes temas espirituais no Islam ao longo de séculos. Há
uma correspondência entre a jornada da vida mesma e o Hajj para aqueles
que estão realmente presentes e entendem completamente, porque o
fim de ambos é o encontro com Allah. Depois vem a ressurreição,
o renascimento do ser humano.
Agora vamos nos voltar para alguns dos detalhes do Hajj, conforme se
relacionam com a vida espiritual. Todos os atos que o Hajj tenta
nos colocar se referem a nossas vidas aqui e agora. Nós fazemos
o Hajj porque pretendemos obedecer aos comandos de Allah. Gastamos milhares
de dólares, nos separamos de nossas famílias, de nossos pertences;
as preocupações do mundo sempre existem, não importa
que seja uma pequena loja em Isfahan na metade do século 13 ou nosso
computador em Chicago no final do século vinte. Ir para o Hajj
significa cortar todas as ligações com o mundo ao nosso redor.
Isto é muito, muito difícil, porque para se ir
ao Hajj, de certa forma, cria-se um senso de estar ilhado, uma ilha temporal.
É significativo que vamos ao Hajj vestindo um shurud.
Por que fazemos isto? Porque queremos obedecer à vontade de Allah.
Assim, o Hajj ele mesmo é a intenção de seguir os
comandos de Allah.
Aqui, novamente, a atitude do Profeta Abraham (as) é significativa.
Abraham (as) tornou-se o grande amigo de Allah, khalilullah, por
causa de duas coisas. A primeira delas, a perfeita fé, e a
segunda, a perfeita entrega à vontade de Allah.
Al-Qur´an diz : “Kaana Ibrahim musliman hanifan”, Abraham
(as) era membro da tradição primordial. Aqui a palavra muslim
com certeza não significa o mesmo quando a usamos em português,
ou seja, a pessoa que pertence à revelação que
foi dada ao Profeta do Islam (saws), no século sete da era cristã.
O significado aqui se refere ao Islam primordial, ou a entrega à
vontade Divina.. Neste verso, Al-Qur´an define Abraham (as)
pela sua entrega à vontade divina. Todo o processo do Hajj é
uma referência a esta grande virtude do profeta Abraham (as).
Esta virtude é de fato, característica do próprio
Islam, essencialmente a entrega à vontade de Allah. O próprio
nome Islam significa ao mesmo tempo paz e entrega, casa duas idéias
e cria a religião. Através da entrega à vontade
de Allah você ganha paz. Tudo isto está contido na etimologia
da palavra Islam. Isto é o centro da atitude que deve ser inculcada.
Os movimentos entre Safa e Marwa, dois pequenos montes nos arredores da
Ka´aba, simulam os movimentos de Hagar, a mulher de Abraham
(as), que procurava encontrar água para seu filho, Ismail.
Ficamos então conscientes de que o Profeta (saws) trouxe esta velha
tradição para o Islam, revivendo-a como parte da prática
islâmica.
O que isto significa praticamente? Significa que o Islam é
uma reafirmação do monoteísmo primordial. Se o Islam
não for isto, então não é nada. Isto
é, compreender completamente o significado do Islam é compreender
que não há nada de novo no Islam, exceto sua finalidade.
O núcleo desta mensagem é a renovação do que
sempre existiu. Abraham (as), ele mesmo, conhecido como o pai do monoteísmo,
foi de fato, um renovador de um monoteísmo que surgiu com Adam.
No Al Qur´an, quando Allah se refere a Adam e sua progenitude no
famoso verso `Alastu bi rabbikum?´ (não sou eu seu
Senhor?) toda a humanidade responde ´sim´, um ´sim´
muito dificil e, como resultado disto, aceitamos a grande responsabilidade
e o peso de ser humano. Portanto, o estado adâmico implica
a aceitação do Senhorio e Vontade de Allah. Abraham não
originou o monoteísmo. O monoteísmo começa com Abul
Bashar, o pai da humanidade, o primeiro ser humano ele próprio.
Originalmente, de fato, não era somente masculino, mas masculino
e feminino. Adam e Eva juntos eram um só ser. A palavra hebraica
Adam, originalmente contém este significado.
O Hajj é uma confirmação da natureza primordial
do Tawhid, a Unidade Divina, idéia muito enfatizada no Islam, de
que ser humano é fundamentalmente sempre aceitar a Unidade de Allah.
Isto está entranhado na substância da natureza humana.
Não importa o quanto isto tenha sido encoberto pela poeira e ferrugem
do esquecimento e do mal, esta assertiva e reconfirmaçao do
Tawhid está em nossas almas. Tudo o que temos que fazer é
remover a ferrugem.
Para realizar o Hajj deve-se colocar o ihram, isto é,
retirar nossas roupas do dia-a-dia alguns quilômetros antes de Makka
e colocar as duas peças de pano que devem ser dobradas, sem nós,
botões, costuras ou zíperes. Deve-se tirar toda e qualquer
jóia, tudo o que possa significar apego ao mundo.
O Hajj realmente começa com a morte, a morte no sentido do desapego.
Para muitos, o primeiro ihram é guardado para mais
tarde servir como mortalha. É significativo ir ao Hajj já
vestindo uma mortalha. A cor branca simboliza o desapego de todas as ataduras
do mundo. Também simboliza unidade, uma forma de retorno à
simplicidade com desapego. Uma das coisas mais notáveis
do Hajj é sua inabilidade em diferenciar um rei de um mendigo.
Todos são parecidos, toda distinção social é
removida. É notável como uma vez que estas distinções
sejam removidas, lembramos do famoso verso corânico: “para Allah,
o mais valoroso dentre vocês é o que mais O teme”. Taqwa
não pode ser traduzido exatamente para o português; significa
ao mesmo tempo virtude e medo de Allah. O que realmente distingue os seres
humanos nao é seu status social, o apego ao mundo e suas atrações,
mas o que estes são internamente, como eles se apresentam diante
de Allah. Esta é uma das grandes lições do Hajj, aquela
que é difícil de trazer.
Uma vez encerrado o Hajj, você toma seu banho e coloca suas roupas
comuns novamente, uma pessoa entra num Mercedes Benz e outra monta num
burrico. Estão de volta ás divisões da vida ordinária.
O ideal é tentar manter algo daquela unidade, profundamente,
dentro de si mesmo, para o resto da vida. É impossível, numa
sociedade, não haverem diferenças. Isto está
na nossa natureza como seres humanos. No entanto, o Hajj tenta criar pelo
menos uma realização interna do quanto estas diferenças
são transitórias. Quanto pode durar a riqueza do mundo? Pode
ser perdida em um momento. O Hajj é uma boa lição
para preparar uma pessoa para o que possa acontecer em suas vidas.
Voltando ao aspecto central do Hajj, o tawaf ou circunvolução
da Ka´aba, você tem um mar de gente andando em torno de um
centro estacionário, fixo. O que isto significa? É um rito
profundo para aqueles que entendem seu significado interno. Em primeiro
lugar, é necessário entender a Ka´aba ela mesma. É
uma estrutura simples, a mais simples que você pode ter. Não
é um cubo perfeito, mas um tanto quanto retangular com a altura
um pouco mais alongada que as outras dimensões. É coberta
por um pano negro, chamado de kiswa. A kiswa é
pontilhada de negro com versos do Al Qur´an belamente bordados em
ouro. A cor simboliza o fato de que Allah está além de qualquer
concepção. É outra expressão para a frase Allahu
Akbar ou la ilaha illa Allah. Allahu Akbar não
significa somente que Allah é grande; significa que Allah é
maior do que qualquer coisa que você possa dizer a respeito Dele.
Isto é, qualquer coisa que você diga que Allah é,
Hu Akbar (Ele é maior). Este é o verdadeiro significado,
mas a maioria das pessoas não pensa sobre isto deste modo. É
uma outra fórmula para a expressão la illaha illa Allah.
A cor da Ka´aba é outra expressão da verdade de
la
illaha illa Allah. Está além de todas as cores, todas
as formas. Porque nós vivemos num mundo de cores, e cores simbolizam
formas. A cor preta transcende todas as cores. De um ponto de vista, o
preto é concebido como o nada. De outro, o preto é a intensidade
da luz. O preto está acima de todas as cores, não pela sua
pobreza, mas pela sua transcendência. É a cor preta que sustenta
o fruto dos versos de ouro do Al-Qur´an. O ouro simboliza o sol,
a luz, a Luz pela qual os versos do Al-Qur´an foram escritos.
A kiswa é trocada todos os anos, cortada em pequenos pedaços
e dada como tabarruk (isto é, algo contendo as bênçãos
Divinas) a dignatários e outros peregrinos.
A Ka´aba situa-se no centro, como uma presença de Allah,
como um símbolo do templo primordial construído por Adam
e posteriormente por Abraham, bem como pelo profeta Muhammad, que a paz
esteja sobre todos eles. Por ordem do Profeta Muhammad (saws), a
Ka´aba foi purificada dos 360 ídolos que estavam dentro dela,
reafirmando a natureza primordial do monoteísmo. Quando alguém
caminha ao seu redor está na presença do imutável.
Não evoluiu, não se modificou.Está além da
temporalidade. Nós é que somos o temporal quando a rodeamos.
A circunvolução é contrária aos movimentos
da terra, o que significa que é contrária ao fluxo do tempo.
O reverso do tempo no tawaf é o oposto da queda do homem,
é uma reconstrução do estado humano em sua perfeição
adâmica. Adam antes da queda viu os sinais de Allah por toda parte.
Ele era o perfeito servo de Allah, o perfeito Muçulmano. Como resultado
de sua desobediência, saiu do estado de perfeição.
Todas as tentativas dos seres humanos são para retornar àquele
estado de perfeição.
Finalmente, desde o começo do Hajj repete-se a frase
em árabe: ´labbayk, Allahumma, labbayk´, isto
é, ´ao Teu serviço, Senhor, ao Teu serviço´.
Durante o Hajj, nós asseveramos que somos servos de Allah. Esta
de fato, é uma atitude que deve ser levada pela vida. Nós
devemos sempre dizer labbaik. Devemos sempre dizer labbaik
pelo próprio fato de existirmos, por termos vida. Allah também
diz labbaik para nós. Allah, num certo sentido, também
está a nosso serviço. Ele nos dá vida, derrama dons
sobre nós. Nós vamos para a cama à noite esperando
que pela manhã o sol surja e que não nos queime, e que a
água não esteja tão fria a ponto de nos congelar as
mãos. Esperamos que tenhamos comida o suficiente para comer e que
quando pusermos o pedaço de pão na boca, este não
se transforme em fogo em nossos estômagos. Nós simplesmente
presumimos todas estas coisas pelo que chamamos de regularidade da vida,
as chamadas leis da natureza. Portanto, também existe um labbayk
Divino, e, num sentido ainda mais profundo, o labbaik do Hajj é
nossa resposta ao labbaik de Allah.
Há uma bela estória sobre um muçulmano piedoso,
um sufi. Ele invocava o nome de Allah em uma caverna, dizendo`Allah, Allah`
o tempo todo. O demônio ficou muito perturbado por isto (como sempre
fica quando os Nomes de Allah são mencionados). Então ele
chega até o homem e tenta dissuadi-lo de invocar o Nome de Allah.
O demônio diz a ele: por que você continua invocando? Todas
as vezes que você disse ´Allah, Allah´, Allah alguma
vez respondeu sim? Ele alguma vez lhe respondeu?` o homem ficou muito entristecido
e ficou quieto. Imediatamente Allah chamou o arcanjo Gabriel dizendo:
´o que aconteceu? Nosso servo não está mais invocando
Nosso Nome? Vá até lá e verifique o que aconteceu´.
Gabriel então perguntou ao homem, que lhe contou a estória,
e Gabriel a reportou a Allah. Allah disse a Gabriel: volte até lá
e diga-lhe que todas as vezes que Nós lhe damos a força,
a inteligência, e a consciência para dizer Allah, nós
já respondemos sim à sua invocação.
Allah ele próprio diz ´labbaik´ por toda
nossa vida. Ele nos deu existência, vida, todos estes dons, todos
os elementos que nos fazem ser o que somos. Portanto, o ´labbaik,
Allahumma, labbaik´ é uma afirmação muito
mais profunda do que a maioria das pessoas pensa. Não é somente
´estou fazendo meu Hajj agora e obedecendo a Allah e depois esqueço
disso´. É, num certo sentido, a realização da
reciprocidade entre os dons Divinos e as atitudes que devemos ter em relação
a eles.
Eu comecei falando do símbolo da Ka´aba como o coração.
A jornada à Ka´aba é o símbolo externo de um
ato ritual poderoso que deve servir como suporte à ainda mais profunda
jornada ao centro de nosso ser. O Hajj real é a pessoa que faz uso
desta oportunidade externa para ser capaz de se interiorizar. O Hajj mais
difícil, muito mais difícil que caminhar pelos desertos como
nos tempos antigos, é ir dos círculos externos de nossa existência
ao centro, onde Allah reside dentro de nós por todos os tempos.
Jesus (as) disse: o reino de Allah está dentro de você.
O Profeta do Islam (saws) disse: o coração do crente
é o Trono da Compaixão Divina, isto é, o Trono de
Allah. Portanto, nós devemos alcançar este Trono.